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Hackathon: a maratona que invadiu o mundo corporativo

 

Inicialmente aplicada na área de tecnologia, a prática deixou de ser exclusividade do segmento de programação e, atualmente, envolve diversos setores do ambiente corporativo. O curioso nome vem da junção das palavras hack (do inglês, explorar áreas da programação, não necessariamente voltada a crimes digitais) e marathon (maratona, em português).

 

Definido como uma maratona de programação, o Hackathon tem o objetivo de tirar uma ideia do papel em curto espaço de tempo. Mas, para realizá-lo, é preciso determinação, para transformar ideias, valorizando a tomada de decisão e, ao mesmo tempo, tirando o foco do resultado imediatista. Assim, o processo de aprendizado é valorizado, por proporcionar a interatividade entre pessoas dos mais variados setores que nem sempre convivem no dia a dia.

 

Não existe um padrão de como fazer, no entanto, alguns fatores como motivação, estrutura, tempo, cronograma e seleção de quem vai participar podem fazer a diferença. As equipes costumam ser compostas por profissionais de diferentes áreas e cada membro é responsável por uma atividade. O objetivo desse exercício é ousar; acelerar processos por meio da criatividade; gerar uma sinergia que facilita o desenvolvimento do projeto, estimulando a inovação.

 

Assim, fica muito mais fácil entender os processos e as necessidades da empresa, e ter mais tempo para desenvolver as soluções.

Muito além da caixa de sugestões

 

Sentir-se parte do negócio e influenciar as decisões, é muitas vezes o desejo de muitos profissionais. Mais do que ser um número, os colaboradores almejam ter suas ideias e projetos aceitos e aplicados na prática. Em algumas empresas, essa prática já é uma realidade, pois apostam em programas de sugestões como forma de incrementar ações e recompensar aqueles que fornecem ideias que gerem resultados para a organização.

 

Mas incorporar esse tipo de atividade exige uma série de questões, que passa pela cultura organizacional, por campanhas de endomarketing, e, naturalmente, pelo interesse genuíno de ouvir as sugestões de seus colaboradores. Para aquelas empresas que já possuem programas semelhantes, os resultados, muitas vezes, vão além do esperado. Entre as vantagens, é possível notar melhora no clima organizacional, colaboradores mais engajados e motivados, além de ideias novas que podem contribuir com a receita da empresa.

 

Se a empresa ainda não possui esse programa, cabe ao profissional se envolver e compartilhar suas ideias, mesmo sem uma estrutura bem definida. Por exemplo, um gestor pode ser o idealizador de uma ideia, que, no primeiro momento, é aplicada apenas em seu departamento. Ou, ainda, um analista que gostaria de implementar ações de voluntariado na empresa, pode utilizar a intranet para encontrar outras pessoas que tenham o mesmo objetivo e queiram ser úteis a uma comunidade.

 

Não há números que comprovem a eficiência desses programas, mas, no geral, as recompensas são traduzidas em reconhecimento, envolvimento dos profissionais e aumento do sentimento de pertencimento dos colaboradores. As oportunidades estão à disposição, e cabe às empresas e aos profissionais saber utilizá-las em sua totalidade.